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As estratégias de marketing jurídico foram a pauta do artigo da última semana. E, por falar em artigo, uma das estratégias de marketing permitidas pelo Código de Ética da OAB é a criação artigos para blogs jurídicos. Pensando nisso, hoje vamos dar dicas de como escrever para a Internet e conquistar clientes para seu escritório de advocacia.

O que é Marketing Jurídico?

O Marketing Jurídico compreende as estratégias para promover escritórios de advocacia e que estão alinhadas as regras permitidas pelo Código de Ética da OAB.

Não se trata de uma comunicação em massa, e nem que ressalta seu serviço em detrimento ao dos seus colegas de profissão. Sendo assim, a produção de conteúdo relevante para blogs, sites e outros periódicos digitais ou impressos do meio jurídico é uma das estratégias autorizadas. Estimuladas, inclusive, pela OAB.

Gostaria de aprender como escrever para plataformas digitais? Então, segue o fio e continue a leitura.

Como escrever artigos para um blog jurídico?

Primeiro, vamos retomar tudo aquilo que não é permitido pelo Código de Ética da OAB. É permitido criar textos e artigos informativos, desde que você NÃO:

  1. Induza o leitor a escolher o seu escritório em detrimento do outro;
  2. Estimule a captação em massa de clientela, ou seja, faça Publicidade;
  3. Responda dúvidas ou questionamentos jurídicos específicos, ou seja, você não pode prestar consultoria jurídica;
  4. Debata uma causa sob patrocínio de um advogado;
  5. Aborde algum tema que comprometa a dignidade do advogado ou da OAB;
  6. Divulgue lista de clientes e demandas (mailing);
  7. Insinue seus serviços em reportagens e outras declarações públicas.

O que é permitido pelo Código de Ética da OAB?

Vamos ao que diz o Artigo 45 do Código de Ética da OAB.

“São admissíveis como formas de publicidade o patrocínio de eventos ou publicações de caráter científico ou cultural, assim como a divulgação de boletins, por meio físico ou eletrônico, sobre matéria cultural de interesse dos advogados, desde que sua circulação fique adstrita a clientes e a interessados do meio jurídico.”

Dessa forma, você pode ter um blog e escrever para ele. Desde que, é claro, cumpra todas as orientações anteriores. Ou seja: você pode produzir conteúdos relevantes científicos e culturais para clientes em potencial. E isso tudo se está alinhado às estratégias de Inbound Marketing para a Advocacia, que abordamos no artigo da última semana.

Como deve ser o seu artigo no Marketing de Conteúdo Jurídico?

Não existe uma receita para escrever textos ou artigos jurídicos. O estilo é seu. Você deve encontrar uma forma de cativar seu leitor. Existem, entretanto, algumas regras que contribuem para que sua publicação fique bem posicionada nos mecanismos de busca, como o Google, por exemplo. Outras estratégias podem contribuir para uma melhor leitura.

Um exemplo é este texto. Foi escrito, pensando em você, advogado, mas sem usar uma linguagem rebuscada e muito técnica, seja ela jurídica ou publicitária, por exemplo. O objetivo é tratar tudo com leveza ou naturalidade para que o leitor compreenda o que foi escrito.

Defina seu público-alvo

Se você quer compartilhar conhecimento com outros advogados, fazer networking ou fortalecer seu nome no mercado jurídico, o seu artigo deve ter uma linguagem mais técnica. E mesmo assim, talvez seus colegas de profissão queiram um conteúdo mais dinâmico. Então, lembre-se: o seu conteúdo deve ser leve, claro e, ao mesmo tempo, bem argumentativo.

Agora, se o seu objetivo é prospectar clientes, o caminho será bem diferente. Seu público não é formado por juristas. Faça, portanto, as seguintes perguntas:

  1. Qual o perfil de cliente você deseja prospectar? Quem contratará o seu serviço?
  2. O que ele busca que pode levá-lo ao seu escritório?
  3. Por que ele contrataria seu serviço?

O cliente em potencial pode não entender o que significa um embargo ou uma juntada de petição no processo. Por isso, você precisa encontrar uma forma de traduzir a linguagem para ele. Você não está diminuindo seus anos de estudo ao mudar a linguagem e nem mesmo vai revelar que não tem conhecimento. Muito pelo contrário, isso contribui para aproximar o cliente ainda mais de você.

Artigos de internet não são artigos científicos

Li recentemente em um blog jurídico uma dica excelente para quem busca escrever conteúdo relevante sobre o universo jurídico. Na verdade, essa estratégia é válida para o Inbound Marketing de qualquer área de atuação.

Você deve escrever o mesmo artigo três vezes, porém utilizando linguagens diferentes.

1ª Artigo científico: com mais informações e fundamentações para ser publicado em uma revista ou periódico do meio;

2ª Artigo para blog: bem fundamentado, mas com uma linguagem mais dinâmica e orgânica;

3ª  Redes Sociais: mais curto, mas consistente, para ampla divulgação.

Certamente você já encontrou artigos científicos na internet. Entretanto, a linguagem técnica não corresponde à linguagem digital. Quem procura um artigo científico, geralmente é um profissional da mesma área de atuação. E que, portanto, deseja aprofundar seus conhecimentos sobre determinado tema. Para isso, ele recorre a plataformas específicas  como Google Scholar ou a Scielo.

Quem faz a pesquisa pelo Google, não necessariamente quer um texto em formato de artigo científico. Geralmente, é um público leigo, que busca encontrar uma resposta para sua dúvida. Você provavelmente já deve ter feito uma pesquisa para descobrir qual doença se referia os sintomas que estava sentindo, certo? O mesmo vale para questionamentos jurídicos.

Portanto, o artigo para Internet deve ser leve e menos técnico. Isso não significa, entretanto, que você tenha que escrever algo superficial. Nada disso, mas também não precisa ser rebuscado e pedante.

Sabe aquele artigo científico que você deseja muito divulgar? Reescreva-o para a linguagem da Internet. Ao longo do texto, você pode oferecer o link do artigo científico para quem desejar se aprofundar no tema.

Um texto para cada formato de divulgação

Em um dia-a-dia super corrido e repleto de informações de todos os lados, o leitor pede conteúdos que prendam. E o Marketing Jurídico precisa levar isto em conta.

As pessoas que estão na internet não estão em busca de um conteúdo idêntico ao dos livros. Elas estão em busca de conteúdos bem fundamentados, mas rápidos. Do contrário,  uma linguagem muito rebuscada pode cansá-las. E existem formas de fundamentar bem um texto de forma dinâmica.

Em qual plataforma você vai publicar: Facebook, Instagram, Linkedin ou Blog? O que as pessoas daquela rede social estão buscando? Isto definirá, assim, a linguagem e o conteúdo das suas publicações.

O que vale para todas as plataformas, entretanto, é transmitir tudo com clareza e utilizar o português corretamente.

Dicas de como escrever um post para seu blog jurídico

Na Faculdade de Direito, você aprendeu a escrever artigos científicos. Afinal de contas, eles são essenciais para produzir conteúdo relevante e profundo para a sua área de atuação. Entretanto, a Internet democratizou a informação, criando uma demanda para um outro formato de texto: o artigo para blog.

Descubra agora algumas dicas para criar um texto mais atrativo para seus clientes. E, claro, para que seu blog apareça nas primeiras posições do Google.

Palavra-chave

A primeira etapa para escrever um artigo para seu blog é a mesma para o artigo científico. Só que, na publicação para Internet, a palavra-chave deverá aparecer várias vezes ao longo do texto.

  • Nos subtítulos;
  • Na introdução;
  • Esteja bem distribuída ao longo de todo o texto, mas sem abusar, ok? Pelo menos, uma vez a cada subtítulo.

Trechos curtos otimizam a leitura do artigo

Você acabou de ler que a Internet pede conteúdos rápidos. Esqueça, portanto, aquelas frases e parágrafos longos. Eles não performam tão bem no marketing jurídico digital.

Isso não significa que o seu texto tenha que ser curto. Pelo contrário, quanto mais conteúdo inovador, melhor para você. As pessoas precisam ler o seu texto sem se cansarem. Principalmente se não estão acostumadas a esse tipo de conteúdo.

Lembre-se também que as pessoas lêem cada vez mais pelo celular. Dessa forma, frases curtas são melhor para uma leitura dinâmica que caracteriza a linguagem da Internet. Seções muito grandes, sem subtítulos, cansam mais.

O WordPress, por exemplo, coloca, como ideal: máximo de 150 palavras por parágrafo; subtítulos de até 300 palavras; máximo 25% das frases com mais de 20 palavras; mínimo de 30% das frases com alguma palavra de transição.

Além disso, utilize de referências e comparações próprias do cotidiano do seu leitor. Em algumas ocasiões é válido até mesmo oferecer um trecho mais bem-humorado, para prender ainda mais a atenção.

Crie conteúdos ricos e inovadores

Sabe o que diferencia seu artigo do texto do concorrente? A qualidade. E o seu estilo, é claro. Ao buscar por algum tema no Google, aparecerão diversos conteúdos distintos. Poucos  textos, entretanto, realmente despertarão interesse.

Um formato mais dinâmico não significa um formato com menos qualidade. O ideal é que seu artigo tenha, em média, 1200 palavras bem distribuídas. Coloque citações, argumente, apresente exemplos. E seja inédito, inovador. Desenvolva um estilo próprio e cativante.

Sempre bom lembrar: Você pode se basear na produção de outra pessoa, desde que dê o devido crédito.

A revisão ortográfica é essencial

Erros passam despercebidos, sobretudo quando estamos digitando. Para isso, existe a revisão. Lembre-se: você quer impressionar seu leitor. Dessa forma, construa credibilidade e reputação. Um texto com erros gramaticais e ortográficos pode passar uma impressão muito ruim. Estude a gramática brasileira, redija e revise, assim como você faria para um artigo científico.

Aprenda SEO (Search Engine Optimization)

Talvez você já tenha ouvido falar do termo SEO. A gente falou do assunto no artigo da última semana também.

O SEO consiste em uma série de estratégias de posicionamento do seu artigo nas buscas orgânicas. Para isso, ele considera não apenas a relevância do conteúdo, mas também critérios de legibilidade, links para publicações externas, força do domínio, entre outros elementos.

Essa lista é constituída através de estudos de Neuromarketing, Psicologia, entre outros. O objetivo é que os primeiros conteúdos que aparecem nos buscadores sejam aqueles que, de fato, as pessoas estejam buscando e consigam absorver algo a partir dele.

Certamente, ao ler este texto, as suas chances de aparecer entre as primeiras posições já aumentam. Depois disso tudo, você está pronto para escrever artigos mais consistentes g e fortalecer, assim, a sua estratégia de marketing jurídico.

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